Como o rolê começou

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Fazem exatos 1 mês e meio que eu saí pelo mundo. Tava pensando em como ando vivendo dias e situações memoráveis e resolvi começar a registrá-las por aqui. Então, como já disse em alguns posts, eu resolvi fazer um mochilão. A decisão foi expontânea e me levou para Penha-SC. Já contei um pouco dessa história no vídeo abaixo.

Nos primeiros dias de viagem eu me senti em casa, os anfitriões cozinhavam, eu lavava a louça, tínhamos nosso momento de socialização e logo em seguida eu ia para meu quarto ficar tranquila. Eram as férias que eu precisava tirar há 4 anos. Na segunda semana eles foram viajar e foi quando tudo começou a mudar.

Me vi sozinha em um Hostel com 9 quartos, sem amigos ou conhecidos pela cidade. Daí eu senti a solidão. Solidão sempre foi uma coisa diferente para mim, sou a pessoa que ama estar sozinha, mas pela primeira vez eu estava há mais de uma semana longe de todos que eu amava, com horas de distância de cada um e perdida em um mundo em que eu não conhecia.

A solidão bateu de forma diferente, como se pela primeira vez eu realmente estivesse por minha conta no mundo. E eu chorei, chorei muito, chorei de saudade de casa, de saudade da vida que eu renunciei, de saudade do cara que eu tinha acabado de conhecer e não poderia namorar por estar longe. Eu me questionei se estava fazendo a coisa certa e não tive respostas.

Mas eu já estava longe e sou aquela pessoa que não desiste sem antes tentar bastante. Então eu tentei. Para esquecer a solidão, voltei para o Tinder. Gosto muito do aplicativo, ele já trouxe para minha vida pessoas sensacionais.

Então rapidamente conheci um cara que se ofereceu pra me apresentar algumas praias. Pensei “oba, uma boa chance de ter companhia para turistar”. Então aceitei, iríamos domingo. Mas ainda era sexta-feira e ele me convidou para ir em um rolê que teria na beira da praia, junto dos amigos dele. Já não aguentava mais ficar em casa, então fui.

Lembro que ao andar de moto com ele meu coração acelerava, o menino não tinha medo de velocidade. Mas chegamos vivos ao rolê.

É sempre estranho o primeiro momento no meio de muitas pessoas que a gente não conhece. A timidez começou a aflorar e para deixá-la de lado eu comecei a beber.  Vodka com energético e muito gelo é uma das coisas que eu consigo beber e não ver. Então quando reparei já estava desinibida.. Conversei bastante, passei glitter no rosto, segui a galera no instagram. Acho que fiquei mais tempo com os amigos do cara, do que com o próprio cara.

Daí começou a chover, o cara arrumou briga com outro, eu ignorei, deixei meu celular com um deles e corri pro mar. Meu deus, a água estava deliciosa, contrastando fortemente com a chuva gelada que caia. Sabe aqueles momentos que a gente sente a vida correr pelas veias? Esse momento aconteceu naquele instante, enquanto eu sentia a areia inundar minha roupa, as ondas baterem forte contra meu corpo e o riso da minha nova amiga tomar conta do ambiente. Acho que isso é viver.

Mas todo momento passa e eu tive que sair do mar. Estava gelado, o vento bateu forte, e eu subi novamente na moto. Só queria ir para casa, mas o cara me levou para outra praia e lá, super bêbados, tivemos uma conversa profunda sobre relacionamentos.

Daí eu me lembrei da solidão e de como eu sentia falta da história que eu não poderia construir com aquele cara que eu conheci pouco tempo antes de ir embora. Será que ele pensava em mim tanto quanto eu pensava nele? Mas é massa estar bêbado porque vem uns insigts e foi quando eu pensei em como não fazia sentido todo aquele sofrimento. Se eu queria tanto viver outra vida, então eu deveria viver sem remoer as outras que renunciei. Então foi assim que eu, bêbada na praia com um cara que eu tinha acabado de conhecer, decidi viver, arriscar e tentar até não mais fazer sentido.

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Beijos,

12 Responses
  • Kaila Garcia
    Março 28, 2018

    Amei seu post e me identifiquei com você, era exatamente assim há quatro anos atrás! Que você aproveite muito esses momentos.

    http://www.kailagarcia.com

  • Claudia Hi
    Março 28, 2018

    Seu blog é um amor Amanda. Estou adorando o conteúdo daqui! E cheguei na hora certinha pra acompanhar seu mochilão. Boa sorte e sucesso nessa aventura! ♥

    • Amanda
      Abril 6, 2018

      Oi Claudia, ah que bom que achou isso, fico tão feliz! <3 Obrigada!

  • Pathy Guarnieri
    Março 28, 2018

    Essa experiência é única, né? Tem mais é que aproveitar mesmo! Eu sou muito tímida a ponto de não conseguir fazer esse tipo de “experiência” sozinha, mas ainda quero mudar isso!
    Aproveite ao máximo, hein!?

    Beijo!
    Cores do Vício

    • Amanda
      Abril 6, 2018

      Sim, totalmente única. Eu também era Pathy, mas a gente vai aprender, ainda bem! Estou aproveitando, beijos!

  • Jacky Tompson
    Março 29, 2018

    É uma experiencia muito boa de autoconhecimento, eu já havia assistido um de seus vídeos.
    Eu acho que eu não teria essa coragem, rsrs. Mas amei seu post e vc vim compartilhar td com a gente!
    Beijinhos da Jacky.
    http://www.estilosaefeminina.com.br/
    https://www.youtube.com/jackytompson
    https://www.instagram.com/jackytompson/
    https://www.instagram.com/estilosaefemininablog/

    • Amanda
      Abril 6, 2018

      Sim, total, estou me conhecendo melhor a cada dia que passa. Ai que bom!

  • Dai Castro
    Março 29, 2018

    Eu acho muito corajosa a sua decisão de fazer um mochilão sozinha, olha não é pra todo mundo e eu confesso que sou meio medrosa pra essas coisas, mas viajar sozinha é uma coisa que eu ainda quero fazer, pois acredito ser uma experiência que enriquece muito! Sobre o seu rolê, só posso dizer que foi doooido hahaha!

    • Amanda
      Abril 6, 2018

      Obrigada! Sim, é bastante coragem e sei que muitos não fariam, faça sim, é uma experiência única que te muda e te faz amadurecer de uma forma incrível. Hahaha sempre é doido.

  • Naná Gonçalves
    Março 31, 2018

    Menina, que coragem!! Eu já morri de medo no início do texto, pirei na ideia de viajar sozinha, aí você ainda resolve sair com um desconhecido do tinder que eu já li morrendo de medo que fosse um serial killer. Meu, não teria coragem de fazer nada disso.
    Mas tudo rendeu uma ótima história, né? Hahah.
    Beijos

    http://vinteepoucos.org/

    • Amanda
      Abril 6, 2018

      Hahaha eu faço bastante isso, é meio doido mas é sempre daí que saem as maiores aventuras hahaha se eu te contasse todas as minhas histórias você iria a loucura.

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