FOMO ou JOMO? A gente sempre tá perdendo algo

3 min

Você já sentiu medo de estar perdendo algo? Eu sim, mil vezes, todos os dias. E isso é tão comum que existe até um termo, o “FOMO”, fear of missing out.

Perdendo aquela rolê que vai ser o melhor de todos, aquela oportunidade de mercado, as novidades do mundo, espaço no mercado, aquela série que todo mundo tá comentando. FOMO, a sensação de que tem mil coisas acontecendo e se você não fizer ou souber, está ficando para trás.

FOMO, o que te faz evocar o poder do sim para não perder nada. Sim para aquela festa que você nem tava tão afim, sim para ver os stories de todos seus amigos, sim por maratonar aquela série durante toda a madrugada, sim para responder todas as mensagens na hora. Sim, mas mesmo assim o FOMO não vai embora.

FOMO, a gente sempre tá perdendo algo.

E é pesado, eu sinto de mil formas diferentes. Por exemplo um dia eu parei, olhei meu blog e pensei: nossa, eu poderia transformar ele em trabalho. Eu gosto de escrever, tem brecha de mercado, posso ganhar dinheiro e viver disso.

FOMO, a sensação de que eu deveria fazer porque a oportunidade estava ali.

Mas transformar meu maior hobbie em uma extensão da minha profissão não foi uma ideia tão sábia. A sensação que dá é que eu nunca paro, e quando paro, ainda parece que é trabalho.

E eu fiquei refletindo sobre isso: onde será que eu errei? Eu errei no sim.

É, dizer sim para tudo nem sempre é a melhor escolha. Nem todo sim te leva pro universo do “Sim senhor” do Jim Carrey, onde você conhece a garota massa e vive momentos inesquecíveis. Às vezes você só vai pra uma festa ruim, fica cansado e se arrepende da noite de sono que acabou perdendo. E o FOMO nem vai embora.

FOMO, a gente sempre tá perdendo algo.

Mas ontem uma luz se acendeu. Eu ouvi um termo que me lembrou do minimalismo e o essencialismo. JOMO: Joy of missing out, termo cunhado pela Bené Brown que significa a alegria de perder algo. Ou melhor, eu gosto de ver como a alegria de agradecer e deixar ir, como diria Marie Kondo.

A alegria de escolher com cuidado os itens da sua mochila, porque o peso que você leva faz todo diferença na forma como você viaja.

JOMO é a arte de escolher para o que dizemos sim, tirando a culpa do perder coisas, já que faz sobrar energia para priorizar o que realmente faz sentido. JOMO, viver uma coisa intensamente, em vez de viver mil superficialmente.

 

JOMO, a gente sempre tá perdendo algo. O esquema aqui é escolher o que se quer perder.

Graças ao FOMO a gente tá sempre correndo, então que tal evocarmos o JOMO para caminharmos mais tranquilamente enquanto observamos a paisagem?

JOMO, abrir mão da quantidade e focar na qualidade.

JOMO, lembrar que não é porque posso que preciso.

JOMO, abrir mão de saber sobre tudo, para saber melhor sobre o que eu escolher.

JOMO, o sim seletivo.

Não precisamos produzir o tempo todo, estar por dentro de todas as notícias, transformar toda ideia em projeto. Não precisamos aproveitar todas as brechas de mercado, ganhar mil dinheiros, ter uma opinião sobre tudo. Às vezes um blog é só um lugar pra desabafar, escrever o que der vontade, não precisa ser trabalho, faturar ou ser feito estrategicamente.

JOMO, a alegria de saber que estou abrindo mão de algo para focar no que faz mais sentido para mim.

Do que você pode abrir mão hoje para focar no que realmente importa?

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2 Comments

  • Adorei o JOMO Amanda! Não conhecia. Eu sofro muito de FOMO e só com a meditação eu consigo “controlá-la”. Gostei muito do que você escreveu no final, sobre o blog poder ser só um lugar pra desabafar e não ter que ser algo pra ganhar dinheiro, como todo mundo parece estar fazendo atualmente. Mas acho que é um trabalho constante, da gente sempre relembrar, que podemos sim fazer as coisas só por gostar.

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